• Dora Lua

Adeus



É assim que tomo minhas decisões

sobre ir ou voltar,

chegar e sair.

É de uma hora pra outra,

no momento de sentir.

Não marque comigo,

compromissos.

Não é sem peso na mente,

que muitas vezes não cumpro.

E o peso logo se vai,

pois não jurei confiança.

Sempre digo que não me espere.

Apareço quando dá e quando quero.

Sento sobre o galho baixo da árvore que conversa com o meu coração.

Eles se conciliam,

quando o coração diz:

- Não quero mais estar aqui.

Então eu vou...

...com urgência e com calma...

Digerindo o que eu vivi ali,

depois de sentir de ir,

com alegria;

antes de sentir de voltar,

com gratidão.

Viver ao lado e ser amável...

...depois ir embora sem dizer tchau...

como quem só foi até ali e volta.

É como sinto que é.

E às vezes me despeço,

pra não deixar cheiro de grosseria no ar.

Mas só vou até ali e volto...

...ou não...

É que quando decido de ir,

já fui.

Meu coração sempre a frente,

abrindo passagem sem olhar pra trás,

enquanto meu corpo abraça outros corpos,

ao lado de quem meu coração esteve antes.

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